Apesar de muito avançarmos no acolhimento social dos Transtornos Mentais , ainda nos deparamos com alguns tabus que podem colocar em risco a saúde e até mesmo a vida dos pacientes. Então iniciemos deixando claro que Depressão não é frescura. Em torno de 30 d.C, o médico romano Celsus, em sua obra De re medicina, descreveu a melancolia. O primeiro texto de língua inglesa inteiramente relacionado à depressão foi Anatomia da melancolia, de Robert Burton, publicado em 1621. A Depressão é caracterizada pela persistência, na maior parte do tempo, de pensamentos de culpa, desvalia, desesperança, podendo vir acompanhada de pensamento suicida, e  alterações do sono, do apetite, alem de fadiga, tristeza e desânimo. Atualmente sabemos que há uma série de fatores biologicos envolvidos (monoaminas, hormonios, interleucinas, genéticos, anatômico) além de psicossociais (eventos traumáticos, abandono, abuso, privação) e aspectos relacionados a propria personalidade. O tratamento não pode ser negligenciado, e sempre que possível o acompanhamento psicoterapico precisa ser associado a medicação,além da mudança de estilo de vida e inicio de um ciclo virtuoso. Lembrem que mudar, por vezes, é preciso.